O Governo de Roraima anunciou a suspensão do calendário de queimadas controladas por 15 dias, uma decisão unânime do Comitê Estadual de Queimadas, tomada na quarta-feira (14) e divulgada em coletiva de imprensa na quinta-feira (15).
A medida visa minimizar os riscos de incêndios em decorrência da estiagem e do aumento dos focos de calor. A suspensão poderá ser prorrogada dependendo das condições climáticas, e a Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) será responsável pelo monitoramento e fiscalização da ação.
Wagner Severo, presidente da Femarh, ressaltou a importância de reanalisar dados e planejar operações durante esse período, alertando que qualquer foco de calor será analisado e poderá resultar em sanções. Dados recentes indicam um aumento significativo nos focos de calor, passando de 50 em 2025 para 174 em 2026, um crescimento de 248%.
O coronel Anderson de Matos, comandante-geral do CBMRR, destacou que as condições climáticas atuais elevam o risco de incêndios, com Roraima já ultrapassando a média histórica de ocorrências. Ele alertou que o uso do fogo por produtores rurais pode levar à perda de controle das queimadas.
As previsões climáticas indicam risco médio de incêndios em várias áreas do estado, com pontos de risco alto no Norte, incluindo Bonfim e Normandia. Em resposta à estiagem, o Governo está coordenando ações por meio do Gabinete Integrado El Niño, que envolve 19 órgãos e busca mitigar os impactos da seca.
A Caer (Companhia de Águas e Esgotos de Roraima) está operando três ETAs e 110 poços em Boa Vista, enquanto a Sesau (Secretaria de Saúde) se prepara para atender possíveis problemas de saúde relacionados à estiagem. O Iater (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural de Roraima) também está orientando agricultores sobre como minimizar os prejuízos.
