O Centro Amazônico de Fronteiras (CAF), em Boa Vista, recebeu neste sábado (24) duas sessões — às 18h e às 20h — do espetáculo “Alice no País das Maravilhas”, apresentado por 171 alunos do Centro de Convivência da Juventude (CCJuv) da Assembleia Legislativa de Roraima.
A produção, dividida em 13 cenas, trouxe ao palco personagens como o Chapeleiro Maluco, o Gato Risonho, a Lagarta Absolem, a Rainha de Copas e a Rainha Branca, combinando balé, ginástica rítmica e teatro para recriar a floresta encantada, o chá do Chapeleiro e o castelo da Rainha de Copas.
Segundo o diretor artístico Joandson Marques, a seleção do elenco consumiu mais de um mês e meio e, em seguida, a equipe iniciou “o processo de montagem coreográfica, leitura visual do espetáculo, cenografia, iluminação e pós‑produção”. Ele acrescentou: “Então, realmente, foram quatro meses que passaram voando para a gente e estamos muito felizes por ter conseguido chegar no dia da estreia. Foi muito especial”.
Entre os destaques, Maria Nara, de 13 anos, interpretou a Rainha de Copas e declarou: “Me surpreendi. Eu não esperava isso tudo. Minhas expectativas estavam muito altas, mas, quando terminamos a apresentação, sentimos que as expectativas foram superadas e eu estou muito feliz com o resultado. Minha personagem tem uma participação muito importante e, dentro da trama, essa luta final foi muito impactante”. Já João Paulo Monteiro, que encarnou o Chapeleiro Maluco, relatou: “Estou muito ansioso, claro. Não vejo a hora de subir no palco, o nervosismo está lá em cima. Está sendo uma grande oportunidade para mim como artista, e está sendo bem legal tudo isso, por ser minha primeira vez com o teatro, eu nunca havia atuado. O personagem é bem engraçado, tem aquelas expressões que são bem difíceis de fazer e está sendo muito bom tudo isso”.
Na plateia, Emília Zago, mãe da menina que interpretou Alice, emocionou‑se ao dizer: “A gente, como mãe, fica toda emocionada. A Anna já é acostumada com o balé, porque ela dança desde os três aninhos. Vê‑la no palco foi motivo de orgulho. O papel do CCJuv na comunidade é excelente, porque, hoje, o mundo é muito inserido na internet e a gente acaba viciando nossas crianças. Então, toda oportunidade que a gente tiver de colocá‑las para fazer uma arte ou um esporte, é válido”.
Claudimar Costa, diretor do CCJuv, destacou o desafio de integrar balé, jazz e ginástica rítmica sem perder a essência do tema: “Integrar as linguagens sem perder a essência do tema foi o maior desafio, porque tivemos que agregar essas modalidades de maneira que não destoasse do título do espetáculo. A montagem reuniu os três polos da capital, somando 171 alunos. Os ensaios foram intensos e exigiram dedicação do elenco. Foi tudo muito pensado, os ensaios foram exaustivos, mas, as crianças não mediram esforços para que chegassem à perfeição”. A superintendente de Programas Especiais da ALERR, Marília Pinto, reforçou o objetivo educacional: “O que a gente busca, e é uma forma de educação importante, é conhecer e descobrir os talentos e a capacidade de cada um e fortalecê‑los. Também buscamos fazer com que eles entendam que é preciso ter disciplina, concentração e cooperação, para realizar lindas tarefas, a exemplo desse espetáculo”.
