Representantes do setor agropecuário se reuniram no Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro para discutir a genética da raça Wagyu, rastreabilidade animal e documentação técnica relacionada à cadeia produtiva no Brasil.
Durante o encontro, o empresário Vilton Lima apresentou iniciativas para organizar informações sobre a genética Wagyu, incluindo propostas de registro de origem e histórico genético dos animais. A proposta visa aumentar a transparência na cadeia produtiva e fortalecer a confiança entre criadores, compradores e consumidores.
O Wagyu, conhecido pela qualidade da carne e alto nível de marmoreio, é uma raça bovina de origem japonesa, com variedades como Kuroge Wagyu, Akage Wagyu, Nihon Tankaku Wagyu e Mukaku Wagyu. No Brasil, a criação de Wagyu é especializada e direcionada ao mercado de carnes premium.
A proposta de passaporte genético digital foi um dos temas discutidos, com a intenção de reunir informações sobre origem, dados genealógicos e registros laboratoriais. Essa ferramenta não substituirá os registros oficiais, mas funcionará como um complemento para organizar informações.
O debate também enfatizou a importância da rastreabilidade na proteção da identidade genética do Wagyu, ajudando a diferenciar animais registrados de práticas irregulares. A adoção de tecnologias de rastreabilidade pode abrir novas oportunidades para o Brasil em mercados de maior valor agregado.
