quarta-feira, 02 de setembro de 2026
Postado emEconomia, Roraima

Intenção de consumo das famílias de Roraima cai pelo 4º mês seguido em julho

Intenção de consumo das famílias de Roraima cai pelo 4º mês seguido em julho
Intenção de consumo das famílias de Roraima cai pelo 4º mês seguido em julho
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A intenção de consumo das famílias de Roraima recuou pelo quarto mês consecutivo em julho de 2026, segundo o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que ficou em 107,9 pontos. A queda foi de 0,5% em relação a junho e de 6,3% na comparação anual. Apesar da retração, o índice permanece acima da linha de 100 pontos, que separa otimismo de pessimismo, mas se aproxima dela.

O movimento local contrasta com o cenário nacional: o ICF do Brasil avançou 0,1% no mês e 2,6% no ano, chegando a 105,6 pontos, o maior valor desde março de 2015. Em março, Roraima estava mais de 10 pontos acima da média nacional; agora, a vantagem caiu para apenas 2,3 pontos.

Os indicadores de situação atual melhoraram em julho: Emprego Atual subiu 0,9%, Renda Atual avançou 1,0% e Nível de Consumo Atual teve alta de 1,7%. No entanto, todos os itens de expectativa caíram: Perspectiva Profissional (-0,8%), Acesso ao Crédito (-1,6%), Perspectiva de Consumo (-1,3%) e Momento para Duráveis (-2,5%).

A Perspectiva de Consumo é o item mais preocupante, com queda anual de 23,4% em julho, a pior da sequência, que já dura sete meses. O Acesso ao Crédito e o Momento para Duráveis, que vinham em alta no início do ano, agora acumulam quedas anuais de 6,8% e 8,0%, respectivamente.

Para os empresários locais, o cenário indica cautela: o consumidor roraimense está mais inseguro sobre o futuro, o que pode reduzir as vendas no segundo semestre. A queda mais forte entre famílias de renda mais alta (3,1% no mês) contrasta com a menor retração entre as de baixa renda (0,3%), mas no acumulado de 12 meses, as famílias de até 10 salários mínimos sentem mais o desgaste (-6,5% contra -3,5%).

No ranking nacional, Roraima caiu para a 14ª posição, ultrapassado pela Bahia, mas segue acima da média do país. Entre os estados do Norte, é o que tem o menor ICF, com Pará (131,4), Amazonas (128,1) e Rondônia (125,4) na liderança.

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