O Centro de Memória e Cultura do Poder Judiciário de Roraima (CMC/TJRR) abriu nesta quinta-feira (23) a exposição “PRF em Roraima: 30 anos de história”, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal. A cerimônia de inauguração reuniu mais de 110 participantes, entre autoridades, servidores, policiais da ativa e veteranos, e marcou o Dia do Policial Rodoviário Federal.
A mostra reúne equipamentos, uniformes, documentos, fotografias, emblemas e outros objetos históricos que retratam a evolução da PRF no estado, desde os primeiros anos de atuação até os dias atuais. O percurso conduz os visitantes por uma linha do tempo que evidencia a expansão das atividades de fiscalização, o combate à criminalidade e a transformação da corporação ao longo de quase três décadas.
Antes da abertura, a PRF realizou solenidade no Espaço de Eventos do TJRR, com exibição de vídeos institucionais, pronunciamentos e entrega de condecorações e medalhas a policiais que contribuíram para a história da instituição em Roraima.
O vice-presidente do TJRR, desembargador Almiro Padilha, destacou a parceria: “Nós temos um Centro de Memória, um centro histórico do Tribunal de Justiça, que muitas pessoas não conhecem. Ao acolhermos a Polícia Rodoviária Federal para celebrar seus 29 anos em Roraima, também contamos parte da história do próprio Tribunal e do estado. Fica o convite para que a população conheça esse espaço e, neste período, também a trajetória da Polícia Rodoviária Federal.”
O subcoordenador do CMC/TJRR, Felipe Queiroz, ressaltou que cada exposição amplia o diálogo com a sociedade. “É uma forma de manter viva a memória e aproximar as pessoas da história do nosso estado”, afirmou.
O policial rodoviário federal Rodolfo Magno explicou que a exposição mostra a evolução da corporação em Roraima, com linha do tempo, documentos históricos, uniformes, emblemas e equipamentos que marcaram os serviços prestados à população.
Entre os homenageados, a inspetora Verônica Cisz, com 32 anos de PRF, relembrou os desafios enfrentados pelas mulheres na profissão: “Quando entrei na PRF, dificilmente mulheres eram policiais. Passamos por muitas dificuldades para conquistar o espaço que temos hoje. Diziam que mulher não podia usar arma nem trabalhar na rodovia, porque aquilo era serviço de homem. Acabei indo para a pista e nunca mais quis sair.” Ela também destacou as mudanças no trânsito de Roraima: “Hoje temos a satisfação de dizer que Boa Vista está entre as cidades onde encontramos menos irregularidades por parte dos condutores.”
A exposição fica aberta até 24 de agosto, com entrada gratuita, no Centro de Memória e Cultura do TJRR.